Familiares com problemas por uso de álcool

Familiares com problemas por uso de álcool

“O consumo excessivo é a causa de preocupações, angústias e sofrimento para muitas famílias.”

Quando alguém bebe muito, pode atrapalhar o convívio e a harmonia familiar. É natural apresentar muitos sentimentos contraditórios quando se está sofrendo por causa de algum parente que bebe em excesso.

Bebidas alcoólicas: pais e filhos

Na relação entre pais e filhos, conversar sobre o consumo de álcool pode gerar várias situações de conflito. O medo de parecer ultrapassado ou conservador faz com que pais sejam permissivos em excesso. Por outro lado, os adolescentes têm certeza de que “nada vai acontecer” com eles. É necessário discutir os limites e estabelecer regras claras, mas jamais quando o adolescente estiver sob o efeito de álcool ou de outras drogas. Espere passar os efeitos para uma conversa séria e adequada.

Quais são os principais riscos associados à embriaguez entre jovens?​​

A embriaguez favorece a impulsividade e diminui a capacidade de julgamento. Esse conjunto de efeitos aumenta a chance do adolescente se envolver em comportamentos de risco para sua saúde e segurança. Os principais são brigas, acidentes e comportamento sexual de risco.

Afeto, atenção e diálogo são suficiente para lidar com a questão?

O relacionamento afetuoso e o diálogo são essenciais para a qualidade da relação entre pais e filhos. Um bom relacionamento diminui as chances do consumo de risco na adolescência. Porém, é muito importante que os pais estabeleçam limites claros e que não se comportem como “amigos”, acompanhando seus filhos na bebedeira e sim, assumam seu papel de cuidador.

Como estabelecer limites?​

O ideal é que os limites sejam frutos de acordos entre ambos. É importante que sejam apresentados claramente os motivos que justificam tais limites, por exemplo, os riscos associados à embriaguez. Lembre-se que a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos é proibida por lei no Brasil. É importante determinar claramente as consequências no caso de quebra do acordo, mas as mesmas devem ser cumpridas para que os pais não percam o respeito dos filhos e sua autoridade (não confundir com autoritarismo).

“Faça o que eu digo e não o que eu faço”. Isso funciona?

Estudos mostram que a forma como os pais consomem bebidas alcoólicas influencia o consumo dos adolescentes. Os pais e demais familiares são modelos no processo de educação de crianças e adolescentes. Dessa forma, é importante que eles observem seus próprios comportamentos de consumo e mantenham coerência entre o que dizem e o que fazem. Pais que bebem para reduzir a ansiedade ou fazem uso em excesso de álcool “ensinam” aos filhos que este seria um comportamento aceitável.

Substituindo culpa por competência​

Se acontecerem problemas relacionados ao álcool é importante tratar a questão de forma assertiva. A busca de culpados ou questionamentos como “onde foi que eu errei?” Podem surgir, mas devem ser rapidamente substituídos por questionamentos mais construtivos como “o que podemos fazer daqui para frente?”.

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